﻿<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><rss version="2.0"><channel><title>IBCPF - Planejamento Financeiro - Artigos</title><link>http://www.ibcpf.org.br</link><item><title>Minha corretora me ofereceu opções e futuros: vale a pena?</title><link>http://www.ibcpf.org.br/PlanejamentoFinanceiro/Artigo/87</link><description>&lt;p&gt;J&amp;aacute; invisto em a&amp;ccedil;&amp;otilde;es h&amp;aacute; algum tempo e a minha corretora me ofereceu opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es tamb&amp;eacute;m na bolsa de futuros. Queria entender melhor como funcionam os mecanismos de op&amp;ccedil;&amp;otilde;es, como s&amp;atilde;o os contratos de DI, de d&amp;oacute;lar e de commodities e como &amp;eacute; a tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Quando e como devo recolher IR sobre essas opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es? (J.J.) &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Camila Zago Vianna, CFP&amp;reg;: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para o investidor que j&amp;aacute; conhece a din&amp;acirc;mica do mercado acion&amp;aacute;rio e pretende iniciar suas opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es na bolsa de mercadorias e futuros, &amp;eacute; importante conhecer as modalidades, as vantagens e os riscos dos mercados de derivativos. Existem basicamente quatro tipos de mercados de derivativos: mercado futuro, op&amp;ccedil;&amp;otilde;es (como os citados em sua pergunta), termo e swap. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Derivativos s&amp;atilde;o instrumentos financeiros que derivam, parcial ou integralmente, do valor de outro ativo. Sua utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o est&amp;aacute; vinculada &amp;agrave; necessidade de administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o do risco de altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pre&amp;ccedil;o das mercadorias ou ativos financeiros. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Originalmente, esse mercado era utilizado na negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de commodities e mais recentemente de ativos financeiros (como DI, d&amp;oacute;lar e a&amp;ccedil;&amp;otilde;es). Exemplo: um produtor de caf&amp;eacute; utiliza a venda de futuros para fixar o pre&amp;ccedil;o da sua produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o que ainda n&amp;atilde;o pode ser colhida, protegendo-se, dessa forma, de quedas de pre&amp;ccedil;os que podem ocorrer quando a oferta aumenta repentinamente, como durante a safra. O comprador do futuro pode ser um fabricante de caf&amp;eacute; em p&amp;oacute; que recorre ao contrato para se proteger de poss&amp;iacute;veis altas nos pre&amp;ccedil;os da mercadoria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Existem diferentes objetivos para utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos instrumentos de derivativos, mas os quatro principais s&amp;atilde;o: prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o, alavancagem, especula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e arbitragem. Essas opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o recomendadas a diversos investidores, como fundos de investimentos e de pens&amp;atilde;o, investidores profissionais, produtores agr&amp;iacute;colas e os investidores individuais, que buscam diversifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de suas carteiras. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aos investidores individuais, os derivativos d&amp;atilde;o acesso a novos ativos, como petr&amp;oacute;leo, futuros de DI ou de d&amp;oacute;lar, pulverizando o risco entre v&amp;aacute;rios ativos. Muitos possuem uma "correla&amp;ccedil;&amp;atilde;o negativa" com o mercado acion&amp;aacute;rio, como, por exemplo, as commodities. Em outras palavras, os pre&amp;ccedil;os das commodities tendem a subir quando os pre&amp;ccedil;os das a&amp;ccedil;&amp;otilde;es caem. Assim, mesmo um ativo de risco pode trazer diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do risco total da carteira do investidor individual. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entretanto, &amp;eacute; preciso analisar qual modalidade ser&amp;aacute; utilizada e em que tipo de ativo, pois algumas exigem valores altos e garantias de margem (como os contratos de DI e US$), podendo inviabilizar tais opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os derivativos s&amp;atilde;o negociados de duas formas: em bolsas organizadas ou em balc&amp;atilde;o. As vantagens da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o em bolsa s&amp;atilde;o a liquidez, pre&amp;ccedil;os competitivos e prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o contra a inadimpl&amp;ecirc;ncia. No Brasil, a maior parte das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es com derivativos ocorre no segmento de mercado futuro da BM&amp;amp;FBovespa. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nas bolsas de futuros, os pre&amp;ccedil;os dos contratos s&amp;atilde;o monitorados a cada momento, de forma muito parecida ao processo pelo qual os pre&amp;ccedil;os das a&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;agrave; vista s&amp;atilde;o fixados nas bolsas de valores. Muitos negociantes de futuros n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m jamais a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tomar posse do ativo que est&amp;aacute; sendo negociado. O dinheiro n&amp;atilde;o troca de m&amp;atilde;os no momento em que uma opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o futura &amp;eacute; fechada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O IR das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es com contratos futuros, termo e op&amp;ccedil;&amp;otilde;es que forem caracterizadas como renda vari&amp;aacute;vel ser&amp;aacute; de 15% sobre o resultado positivo l&amp;iacute;quido apurado em per&amp;iacute;odos mensais e pago, pelo investidor, at&amp;eacute; o &amp;uacute;ltimo dia &amp;uacute;til do m&amp;ecirc;s subsequente. Nos casos de "day trade" (ganho l&amp;iacute;quido auferido na negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o no mesmo dia, com o mesmo ativo), a tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; espec&amp;iacute;fica, aplicando-se al&amp;iacute;quota de 20% sobre o resultado positivo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os investidores devem estar cientes dos riscos das opera&amp;ccedil;&amp;otilde;es com derivativos, que possuem volatilidade elevada. E o mercado pode apresentar comportamento contr&amp;aacute;rio &amp;agrave;s suas expectativas, podendo causar grandes perdas patrimoniais. Antes de atuar, o investidor deve procurar a corretora que o atende para esclarecimento de d&amp;uacute;vidas e riscos envolvidos. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Camila Zago Vianna &amp;eacute; Planejadora Financeira Pessoal e possui a Certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o CFP&amp;reg; (Certified Financial Planner) concedida pelo Instituto Brasileiro de Certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Profissionais Financeiros (IBCPF) E-mail: &lt;a href="mailto:cz.vianna@uol.com.br"&gt;cz.vianna@uol.com.br&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;As respostas refletem as opini&amp;otilde;es do autor, e n&amp;atilde;o do jornal Valor Econ&amp;ocirc;mico ou do IBCPF. O jornal e o IBCPF n&amp;atilde;o se responsabilizam pelas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es acima ou por preju&amp;iacute;zos de qualquer natureza em decorr&amp;ecirc;ncia do uso destas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Perguntas devem ser encaminhadas para : &lt;a href="mailto:consultoriofinanceiro@ibcpf.org.br"&gt;consultoriofinanceiro@ibcpf.org.br&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>07/04/2011 09:00:00 AM</pubDate></item><item><title>Devo trocar meu PGBL por um VGBL? </title><link>http://www.ibcpf.org.br/PlanejamentoFinanceiro/Artigo/177</link><description>Tenho algumas d&amp;uacute;vidas: 1) N&amp;atilde;o tenho rendimentos tribut&amp;aacute;veis e n&amp;atilde;o utilizo meu PGBL para dedu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Imposto de Renda (IR). N&amp;atilde;o seria melhor trocar meu plano por um VGBL? 2) Em meu PGBL, desembolso 1,5% de taxa de carregamento e 2% de taxa de administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Essas taxas est&amp;atilde;o em n&amp;iacute;veis bons? &amp;Eacute; poss&amp;iacute;vel encontrar taxas mais baixas no mercado atualmente? Obrigado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;Leticia Camargo, CFP&amp;reg;:&lt;/p&gt;
Sua d&amp;uacute;vida &amp;eacute; recorrente: PGBL ou VGBL? O PGBL &amp;eacute; interessante quando o investidor contribui para o INSS, possui renda tribut&amp;aacute;vel e declara o IR pelo modelo completo. Para aportes de at&amp;eacute; 12% da renda brutal anual, esse valor &amp;eacute; deduzido da base de c&amp;aacute;lculo do IR gerando uma redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do imposto a ser pago ou uma restitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do imposto excedente. Por&amp;eacute;m, como o valor inicialmente aplicado n&amp;atilde;o havia sido tributado, no momento do resgate ou na convers&amp;atilde;o em renda, a Receita tributa o valor total, ou seja, o principal mais os juros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por outro lado, no VGBL n&amp;atilde;o h&amp;aacute; a possibilidade da dedu&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos aportes da base do c&amp;aacute;lculo do IR e, por isso, no resgate - ou na convers&amp;atilde;o em renda somente - a rentabilidade &amp;eacute; tributada. Essa modalidade &amp;eacute; indicada para quem realiza a declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o do IR pelo modelo simplificado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No seu caso, a melhor op&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; abrir um VGBL e passar a contribuir para esse novo plano. O estoque em PGBL poder&amp;aacute; ficar investido onde est&amp;aacute;. Esse montante continuar&amp;aacute; rendendo juros e voc&amp;ecirc; poder&amp;aacute; sac&amp;aacute;-lo se assim o desejar. Verifique com sua seguradora a regra de resgate do seu plano; normalmente as retiradas podem ser efetuadas a cada 60 dias.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Informe-se tamb&amp;eacute;m qual &amp;eacute; a tabela de IR de sua aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Caso seja a regressiva, observe em que al&amp;iacute;quota se enquadra cada um dos aportes, pois o percentual inicia em 35% nos dois primeiros anos, chegando a 10% ap&amp;oacute;s dez anos. Seria interessante considerar deixar o dinheiro aplicado no PGBL pelo menos at&amp;eacute; completar os dez anos de cada aporte para aproveitar as menores taxas de imposto.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Caso a tabela do seu plano seja a progressiva, haver&amp;aacute; tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na fonte de 15%, mas como voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o possui outros rendimentos, esse imposto poder&amp;aacute; ser compensado na Declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Ajuste Anual dependendo do montante resgatado no ano. Verifique em que faixa de IR (de 0 a 27,5%) ficaria o valor total de resgate e decida se vale a pena sacar tudo ou se &amp;eacute; melhor ir tirando um pouco a cada ano, de forma que, depois de considerar essa compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o montante anual resgatado seja tributado pela menor al&amp;iacute;quota poss&amp;iacute;vel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quanto ao percentual de carregamento, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel encontrar alguns planos que oferecem taxas mais baixas ou at&amp;eacute; a isen&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mas isso vai depender do montante aplicado e do relacionamento com sua seguradora. Em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s taxas de administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel encontrar fundos de previd&amp;ecirc;ncia com menores custos, mas os fundos que possuem as taxas mais competitivas costumam ser os que solicitam aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es iniciais ou aportes mensais mais altos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gostaria de ressaltar que os planos de previd&amp;ecirc;ncia podem estar investidos em renda fixa, DI e at&amp;eacute; a&amp;ccedil;&amp;otilde;es e, portanto, quando for comparar as taxas de administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; importante que seja entre produtos de uma mesma categoria. Al&amp;eacute;m disso, verifique o hist&amp;oacute;rico do fundo, do gestor e leia atentamente o regulamento e o prospecto. Vale lembrar que a rentabilidade passada n&amp;atilde;o &amp;eacute; garantia de rentabilidade futura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Informe-se na sua seguradora e nas concorrentes sobre planos com melhores taxas de carregamento e de administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o e n&amp;atilde;o se esque&amp;ccedil;a de olhar tamb&amp;eacute;m nas seguradoras independentes. Caso encontre produtos com melhores condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es, n&amp;atilde;o perca tempo e solicite a portabilidade sem nenhum custo adicional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Leticia Camargo &amp;eacute; Planejadora Financeira Pessoal e possui a Certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o CFP (Certified Financial Planner) concedida pelo Instituto Brasileiro de Certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Profissionais Financeiros (IBCPF) E-mail: letcamargo9@gmail.com.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As respostas refletem as opini&amp;otilde;es do autor, e n&amp;atilde;o do jornal Valor Econ&amp;ocirc;mico ou do IBCPF. O jornal e o IBCPF n&amp;atilde;o se responsabilizam pelas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es acima ou por preju&amp;iacute;zos de qualquer natureza em decorr&amp;ecirc;ncia do uso destas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Perguntas devem ser encaminhadas para consultoriofinanceiro@ibcpf.org.br&lt;/strong&gt;</description><pubDate>26/03/2012 09:00:00 AM</pubDate></item><item><title>É melhor receber dividendos ou JCP?</title><link>http://www.ibcpf.org.br/PlanejamentoFinanceiro/Artigo/223</link><description>Por que as empresas &amp;agrave;s vezes pagam dividendos e, em outras ocasi&amp;otilde;es, juro sobre capital pr&amp;oacute;prio? Qual dos dois &amp;eacute; melhor para o investidor?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;Jos&amp;eacute; Raymundo de Faria J&amp;uacute;nior, CFP&amp;reg;:&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O investidor que compra a&amp;ccedil;&amp;otilde;es torna-se s&amp;oacute;cio de uma empresa. Pela lei das S.A., o s&amp;oacute;cio tem o direito a receber uma remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o quando a empresa obtiver lucro em suas atividades.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dividendos e juro sobre capital pr&amp;oacute;prio (JCP) s&amp;atilde;o as formas de remunerar em dinheiro o s&amp;oacute;cio, sendo que os dividendos s&amp;atilde;o obrigat&amp;oacute;rios por lei. Defenderemos que, de uma forma geral, se o investidor pessoa f&amp;iacute;sica preocupa-se somente com a sua remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ser&amp;aacute; indiferente receber dividendos e/ou JCP, pois o valor l&amp;iacute;quido recebido ser&amp;aacute; sempre igual.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por outro lado, se o investidor se preocupa com o futuro da empresa, vai preferir o JCP, porque o patrim&amp;ocirc;nio l&amp;iacute;quido da empresa aumentar&amp;aacute; devido a uma economia tribut&amp;aacute;ria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Dividendos&lt;/strong&gt;: Havendo lucro, uma parte fica retida na empresa (aumentando o patrim&amp;ocirc;nio l&amp;iacute;quido) para fins de novos investimentos, e outra parte &amp;eacute; distribu&amp;iacute;da como dividendos aos s&amp;oacute;cios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O lucro &amp;eacute; tributado pelo Imposto de Renda Pessoa Jur&amp;iacute;dica (IRPJ) e pela Contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o Social sobre o Lucro L&amp;iacute;quido (CSLL). Em geral, a al&amp;iacute;quota do IRPJ &amp;eacute; de 25% e da CSLL &amp;eacute; de 9%, gerando despesa tribut&amp;aacute;ria de 34%.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somente ap&amp;oacute;s pagar esses tributos, a empresa ter&amp;aacute; a base de c&amp;aacute;lculo do dividendo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esquematizando em um exemplo:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Lucro antes dos impostos: R$ 100,00&lt;br /&gt;
IRPJ + CSLL: - R$ 34,00&lt;br /&gt;
Lucro l&amp;iacute;quido: R$ 66,00&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vamos supor que a empresa distribua 50% do lucro l&amp;iacute;quido como dividendos. Nesse caso, R$ 33,00 ser&amp;atilde;o distribu&amp;iacute;dos aos s&amp;oacute;cios e R$ 33,00 ficar&amp;atilde;o retidos na empresa. Como o lucro foi tributado na empresa, os dividendos s&amp;atilde;o pagos aos s&amp;oacute;cios isentos de imposto. Caso contr&amp;aacute;rio, ocorreria bitributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;JCP&lt;/strong&gt;: Foi criado em 1995 pela Lei 9.249 para compensar o fim da corre&amp;ccedil;&amp;atilde;o monet&amp;aacute;ria dos balan&amp;ccedil;os, abolida devido &amp;agrave; desindexa&amp;ccedil;&amp;atilde;o necess&amp;aacute;ria para o sucesso do Plano Real. A lei trata o JCP como n&amp;atilde;o obrigat&amp;oacute;rio, mas permite o pagamento dos dividendos, total ou parcial, sob essa forma.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O JCP remunera o capital do acionista (patrim&amp;ocirc;nio l&amp;iacute;quido) investido na empresa pela TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), sendo que essa remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o tem limites legais, fato que geralmente impede que todo o lucro seja distribu&amp;iacute;do como JCP. A grande vantagem &amp;eacute; que, contabilmente, o JCP &amp;eacute; considerado despesa financeira, fato que reduz a base tribut&amp;aacute;ria da empresa. Por esse motivo, na hora da distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o para as pessoas f&amp;iacute;sicas, h&amp;aacute; um IR Fonte (IRF) de 15%. Caso contr&amp;aacute;rio, nenhuma tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ocorreria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;: No nosso exemplo a empresa distribui R$ 33,00 como dividendos. Se a empresa pudesse distribuir R$ 10,00 como JCP, ter&amp;iacute;amos:&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
Lucro antes dos impostos: R$ 100,00&lt;br /&gt;
JCP: - R$ 10,00 (inclu&amp;iacute;do IRF de 15%, ou R$ 1,50)&lt;br /&gt;
Lucro antes IRPJ e CSLL: R$ 90,00&lt;br /&gt;
IRPJ + CSLL: - R$ 30,60&lt;br /&gt;
Lucro l&amp;iacute;quido: R$ 59,40&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O acionista receber&amp;aacute; os mesmos R$ 33,00, por&amp;eacute;m da seguinte forma: R$ 8,50 como JCP (j&amp;aacute; descontado IRF de R$ 1,50) e R$ 24,50 como dividendos. A empresa ir&amp;aacute; reter R$ 34,90, ou R$ 1,90 a mais que no caso anterior, quando somente distribuiu dividendos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O acionista receber&amp;aacute; exatamente o mesmo valor l&amp;iacute;quido e a empresa economizar&amp;aacute; 19% de tributos sobre o valor pago a t&amp;iacute;tulo de JCP. Essa economia tribut&amp;aacute;ria &amp;eacute; a diferen&amp;ccedil;a dos 34% do IRPJ e CSLL para os 15% do IRF.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Enfim, o acionista deveria preferir receber JCP a dividendos, j&amp;aacute; que a vantagem tribut&amp;aacute;ria permite o aumento do lucro l&amp;iacute;quido retido pela empresa para a mesma realizar novos investimentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Jos&amp;eacute; Raymundo de Faria J&amp;uacute;nior &amp;eacute; Planejador Financeiro Pessoal e possui a Certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o CFP (Certified Financial Planner) concedida pelo Instituto Brasileiro de Certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Profissionais Financeiros (IBCPF) E-mail: jrfariajr@yahoo.com&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As respostas refletem as opini&amp;otilde;es do autor, e n&amp;atilde;o do jornal Valor Econ&amp;ocirc;mico ou do IBCPF. O jornal e o IBCPF n&amp;atilde;o se responsabilizam pelas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es acima ou por preju&amp;iacute;zos de qualquer natureza em decorr&amp;ecirc;ncia do uso destas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Perguntas devem ser encaminhadas para : consultorio financeiro@ibcpf.org.br&lt;br /&gt;
&lt;/strong&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/div&gt;</description><pubDate>08/06/2012 09:00:00 AM</pubDate></item><item><title>Os riscos de concentrar recursos em imóveis</title><link>http://www.ibcpf.org.br/PlanejamentoFinanceiro/Artigo/292</link><description>Concentro meu patrim&amp;ocirc;nio em im&amp;oacute;veis residenciais e comerciais. Tenho R$ 250 mil em aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es financeiras como CDB DI e fundo de renda fixa, mais R$ 150 mil dispon&amp;iacute;veis para investir ou comprar um im&amp;oacute;vel. N&amp;atilde;o sei bem como devo direcionar os investimentos e que caminhos seguir daqui para frente. Estou com vontade de comprar mais um im&amp;oacute;vel. O que pode me auxiliar a tomar esta decis&amp;atilde;o?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;Jailon Giacomelli, CFP&amp;reg;:&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A primeira pergunta que voc&amp;ecirc; deve responder antes de decidir o que fazer com os recursos dispon&amp;iacute;veis &amp;eacute;: eu tenho uma boa reserva de seguran&amp;ccedil;a?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Trata-se do valor necess&amp;aacute;rio para cobrir por quatro a dez meses os gastos com a fam&amp;iacute;lia. Esta conta deve ser feita com base nas expectativas de rendas e despesas futuras. Quanto maiores forem as incertezas sobre as receitas futuras, maior deve ser o volume da reserva de seguran&amp;ccedil;a. Os recursos destinados a este objetivo devem ser aplicados em investimentos financeiros de baix&amp;iacute;ssimo risco, alto grau liquidez e retorno pelo menos igual ao da infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Caso suas despesas mensais m&amp;eacute;dias (incluindo aquelas extraordin&amp;aacute;rias, como reformas, viagens etc) n&amp;atilde;o ultrapassarem R$ 25 mil, sua reserva de seguran&amp;ccedil;a est&amp;aacute; completa com os R$ 250 mil que possui aplicado em CDB DI e fundo de renda fixa. Caso contr&amp;aacute;rio, &amp;eacute; importante completar o valor necess&amp;aacute;rio antes de comprometer os R$ 150 mil dispon&amp;iacute;veis.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O segundo ponto importante a avaliar &amp;eacute; a concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de sua carteira em im&amp;oacute;veis residenciais e comerciais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em algumas regi&amp;otilde;es metropolitanas e na maioria das grandes capitais, os im&amp;oacute;veis foram um &amp;oacute;timo investimento nos &amp;uacute;ltimos anos. A alta nos pre&amp;ccedil;os foi influenciada pelo crescimento econ&amp;ocirc;mico de nosso pa&amp;iacute;s combinado &amp;agrave; maior oferta de cr&amp;eacute;dito e ao grande d&amp;eacute;ficit habitacional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por&amp;eacute;m, segundo diversos especialistas do setor, a tend&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; a de que os pre&amp;ccedil;os passem a subir menos nos pr&amp;oacute;ximos anos; h&amp;aacute; quem estime uma valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o m&amp;eacute;dia pr&amp;oacute;xima da infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Al&amp;eacute;m disso, ter o patrim&amp;ocirc;nio concentrado aumenta bastante o seu risco, pois deixa voc&amp;ecirc; vulner&amp;aacute;vel &amp;agrave;s mudan&amp;ccedil;as de um mercado espec&amp;iacute;fico. Note que, se o ramo imobili&amp;aacute;rio vai mal, toda a sua carteira sai perdendo, pois n&amp;atilde;o h&amp;aacute; outra modalidade de investimento para compensar esta perda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Os im&amp;oacute;veis t&amp;ecirc;m uma caracter&amp;iacute;stica que aumenta ainda mais o risco do seu portf&amp;oacute;lio: a baixa liquidez. Caso precise dos recursos para uma emerg&amp;ecirc;ncia, voc&amp;ecirc; ter&amp;aacute; basicamente duas alternativas:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Levar muito tempo para desmontar sua posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o (neste caso, precisar&amp;aacute; tomar empr&amp;eacute;stimos para cobrir a necessidade de caixa de curto prazo e pagar juros) ou&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
- Vender os im&amp;oacute;veis a pre&amp;ccedil;os muito abaixo dos praticados no mercado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Estas duas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es acabariam com a rentabilidade das suas aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma alternativa interessante para o seu caso seria uma mudan&amp;ccedil;a gradativa na composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de seu patrim&amp;ocirc;nio, transformando parte dele em uma carteira de investimentos financeiros com estrat&amp;eacute;gias diversas, que busquem ganho de capital no m&amp;eacute;dio e longo prazos. Se voc&amp;ecirc; come&amp;ccedil;ar a fazer isto agora, n&amp;atilde;o precisar&amp;aacute; vender nenhum im&amp;oacute;vel &amp;agrave;s pressas, evitando perder a rentabilidade j&amp;aacute; conquistada.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Recomendo que voc&amp;ecirc; procure o aux&amp;iacute;lio de uma consultoria. Pe&amp;ccedil;a ao planejador financeiro uma an&amp;aacute;lise sobre a composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do seu patrim&amp;ocirc;nio e uma proposta de aloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de recursos alinhada com os seus planos de poupan&amp;ccedil;a. A recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o deste profissional estar&amp;aacute; pautada no cen&amp;aacute;rio econ&amp;ocirc;mico, nas suas necessidades atuais e futuras, em seus objetivos de curto m&amp;eacute;dio e longo prazos e no seu plano de aposentadoria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Jailon Giacomelli &amp;eacute; planejador financeiro pessoal e possui a Certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o CFP (Certified Financial Planner) concedida pelo Instituto Brasileiro de Certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Profissionais Financeiros (IBCPF) E-mail:jailon@parmais.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As respostas refletem as opini&amp;otilde;es do autor, e n&amp;atilde;o do jornal Valor Econ&amp;ocirc;mico ou do IBCPF. O jornal e o IBCPF n&amp;atilde;o se responsabilizam pelas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es acima ou por preju&amp;iacute;zos de qualquer natureza em decorr&amp;ecirc;ncia do uso destas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Perguntas devem ser encaminhadas para: consultoriofinanceiro@ibcpf.org.br&lt;/strong&gt;</description><pubDate>07/01/2013 09:00:00 AM</pubDate></item><item><title>É melhor investir em ações via clube ou home broker? </title><link>http://www.ibcpf.org.br/PlanejamentoFinanceiro/Artigo/88</link><description>&lt;p&gt;Desde 2006 tenho investido em a&amp;ccedil;&amp;otilde;es por meio de um clube de investimento. Tive momentos lucrativos, nos quais os 4% de custo eram quase despercebidos. Mas com a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos ganhos esse custo pode ser a diferen&amp;ccedil;a entre o azul e o vermelho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estou no vermelho em compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao meu saldo de agosto 2008, mas positivo no per&amp;iacute;odo em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o a um CDB. Penso em sacar todo o investimento e passar a atuar pelo home broker, tendo cinco empresas na carteira para me livrar dos 4%. O que acha? (F.P.F.)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Felipe Bichara, CFP&amp;reg;: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Inicialmente, acho importante mencionar alguns pontos fundamentais relacionados a investimentos em renda vari&amp;aacute;vel, seja por meio de fundos, clubes ou diretamente em a&amp;ccedil;&amp;otilde;es. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O primeiro passo &amp;eacute; ter em mente que investir em a&amp;ccedil;&amp;otilde;es requer um horizonte de longo prazo. Al&amp;eacute;m da leitura do regulamento, prospecto e termo de ades&amp;atilde;o do respectivo clube ou fundo de que voc&amp;ecirc; venha a ser cotista, &amp;eacute; importante ponderar tamb&amp;eacute;m outros aspectos: custos envolvidos na aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, curr&amp;iacute;culo e experi&amp;ecirc;ncia da equipe de gest&amp;atilde;o, crit&amp;eacute;rio de an&amp;aacute;lise das empresas e estrat&amp;eacute;gias envolvidas, entre outros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;H&amp;aacute; duas formas para remunerar um gestor: taxa de administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o e taxa de performance. A primeira refere-se &amp;agrave; remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o por parte dos servi&amp;ccedil;os prestados pelo administrador e gestor. &amp;Eacute; calculada sobre o patrim&amp;ocirc;nio do clube ou fundo. J&amp;aacute; a taxa de performance, cobrada por alguns gestores, refere-se a uma premia&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a equipe de gest&amp;atilde;o por ter escolhido os melhores ativos para compor um portf&amp;oacute;lio e ter superado um par&amp;acirc;metro estabelecido sobre o que exceder um "benchmark".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Adicionalmente, h&amp;aacute; um crit&amp;eacute;rio adotado por alguns investidores antes de escolher um fundo de investimento, que &amp;eacute; submeter o fundo a an&amp;aacute;lise quantitativa e qualitativa. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A primeira requer buscar informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es dispon&amp;iacute;veis no mercado sobre rentabilidade hist&amp;oacute;rica, volatilidade, custos, maior e menor retorno mensal, patrim&amp;ocirc;nio l&amp;iacute;quido do fundo, &amp;iacute;ndice de Sharpe (maneira de medir o quanto de risco foi gerado para o retorno obtido), entre outros. Quanto &amp;agrave; segunda, faz-se uma visita &amp;agrave; gestora, entrevistas com os respons&amp;aacute;veis pela gest&amp;atilde;o, an&amp;aacute;lise de curr&amp;iacute;culo e prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma "due diligence". &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dessa forma, nos casos em que o investidor que n&amp;atilde;o dispuser de tempo dispon&amp;iacute;vel, &amp;eacute; recomend&amp;aacute;vel investir por meio de fundos ou clubes que estiverem alinhados com o seu perfil de investimento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Passando ao seu questionamento, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel que voc&amp;ecirc; esteja mais diretamente envolvido em escolher e montar o seu pr&amp;oacute;prio portf&amp;oacute;lio, em vez de continuar a investir via clube de investimentos em a&amp;ccedil;&amp;otilde;es. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dito isso, n&amp;atilde;o recomendo "enxergar" a taxa de administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o como um passivo para a sua carteira, pois tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o existe garantia de que seu portf&amp;oacute;lio com quatro a seis ativos venha a oferecer uma performance superior dentro de uma janela de 36 meses, por exemplo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vale ressaltar, contudo, que tanto fundos de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es como clubes de investimentos proporcionam diversas vantagens: recolhimento do IR apenas no resgate das cotas do clube ou do "FIA"; na prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o do IR, basta mencionar a quantidade de cotas na declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o de bens, enquanto a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es via mesa ou home broker tem o tratamento tribut&amp;aacute;rio diferente, com apura&amp;ccedil;&amp;atilde;o de resultado mensal e com pagamento do tributo no m&amp;ecirc;s subsequente &amp;agrave; venda do ativo e de responsabilidade do investidor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Diante do exposto, a sua atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o direta na escolha dos investimentos pode gerar uma redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de custos, mas voc&amp;ecirc; deixaria de beneficiar das vantagens mencionadas acima decorrentes de investimentos via fundo ou clubes. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesse contexto, e considerando que essas decis&amp;otilde;es t&amp;ecirc;m sempre um fator importante de adequa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao estilo/perfil do investidor, &amp;eacute; recomend&amp;aacute;vel que fa&amp;ccedil;a uma migra&amp;ccedil;&amp;atilde;o gradativa de parte dos seus investimentos para testar o modelo home broker ajustado ao seu perfil, de forma que voc&amp;ecirc; possa analisar de maneira menos arriscada o sucesso das escolhas que vai fazer via home broker comparando-as com a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das carteiras que mantiver via fundos ou clubes de investimentos em a&amp;ccedil;&amp;otilde;es. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Felipe Bichara &amp;eacute; Planejador Financeiro Pessoal e possui a Certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o CFP&amp;reg; (Certified Financial Planner) concedida pelo Instituto Brasileiro de Certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Profissionais Financeiros (IBCPF) E-mail: &lt;a href="mailto:fbichara@farosinvest.com.br"&gt;fbichara@farosinvest.com.br&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;As respostas refletem as opini&amp;otilde;es do autor, e n&amp;atilde;o do jornal Valor Econ&amp;ocirc;mico ou do IBCPF. O jornal e o IBCPF n&amp;atilde;o se responsabilizam pelas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es acima ou por preju&amp;iacute;zos de qualquer natureza em decorr&amp;ecirc;ncia do uso destas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Perguntas devem ser encaminhadas para : &lt;a href="mailto:consultoriofinanceiro@ibcpf.org.br"&gt;consultoriofinanceiro@ibcpf.org.br&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>27/06/2011 09:00:00 AM</pubDate></item><item><title>Jovem quer saber quanto custa manter um carro</title><link>http://www.ibcpf.org.br/PlanejamentoFinanceiro/Artigo/178</link><description>Tenho 24 anos, sou rec&amp;eacute;m-formado e fui efetivado na empresa em que era estagi&amp;aacute;rio. Moro sozinho e a partir de agora n&amp;atilde;o receberei mais ajuda de meus pais e terei que pagar todas as minhas despesas, o que vai consumir praticamente todo o meu sal&amp;aacute;rio. Como sempre quis ter um carro, resolvi comprar um financiado, mas n&amp;atilde;o sei se conseguirei manter o carro. Voc&amp;ecirc;s poderiam me orientar? O que vai acontecer se eu n&amp;atilde;o conseguir pagar o financiamento?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;Valter Police, CFP&amp;reg;:&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
Caro leitor, essa &amp;eacute; uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o muito comum nesta fase da vida. &amp;Eacute; necess&amp;aacute;ria muita aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o e cuidado com as decis&amp;otilde;es tomadas, pois elas poder&amp;atilde;o afetar sua sa&amp;uacute;de financeira por longo tempo. Respondendo de pronto a sua pergunta, caso voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o pague as parcelas do financiamento, uma sucess&amp;atilde;o de eventos ir&amp;aacute; se iniciar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O primeiro deles &amp;eacute; que a financeira ir&amp;aacute; lhe cobrar a(s) parcela(s) atrasada(s). A partir da&amp;iacute;, voc&amp;ecirc; pode vender o carro e "passar" a d&amp;iacute;vida adiante ou renegociar com a financeira. Caso nenhuma dessas op&amp;ccedil;&amp;otilde;es aconte&amp;ccedil;a, a financeira ir&amp;aacute; solicitar a busca e apreens&amp;atilde;o do seu carro. Ela tem o direito de fazer isso, uma vez que a garantia dada no financiamento &amp;eacute; o pr&amp;oacute;prio bem, por meio da aliena&amp;ccedil;&amp;atilde;o fiduci&amp;aacute;ria. Isso significa que voc&amp;ecirc; pode usufruir o bem, mas na verdade ele pertence ao seu credor at&amp;eacute; que o financiamento seja quitado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ap&amp;oacute;s a retomada do carro pela financeira, ele ser&amp;aacute; leiloado e podem ocorrer tr&amp;ecirc;s situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es: o valor obtido no leil&amp;atilde;o ser maior que a sua d&amp;iacute;vida - a d&amp;iacute;vida &amp;eacute; quitada e a diferen&amp;ccedil;a ser&amp;aacute; entregue a voc&amp;ecirc;; o valor obtido &amp;eacute; igual a sua d&amp;iacute;vida - fica a d&amp;iacute;vida quitada; o valor obtido &amp;eacute; menor do que a sua d&amp;iacute;vida - voc&amp;ecirc; permanece devedor do valor restante e poder&amp;aacute; ser acionado judicialmente para a quita&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Voc&amp;ecirc; tem a possibilidade de entrar na justi&amp;ccedil;a pedindo uma a&amp;ccedil;&amp;atilde;o revisional antes que a financeira solicite a busca e apreens&amp;atilde;o, embora voc&amp;ecirc; tenha que depositar uma parte dos valores das parcelas em ju&amp;iacute;zo. Caso seja essa a sua escolha, consulte um advogado de sua confian&amp;ccedil;a.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como vimos, nenhuma das op&amp;ccedil;&amp;otilde;es se mostra f&amp;aacute;cil ou desejada. Talvez seja o momento para uma reflex&amp;atilde;o sobre necessidade ou desejo e as possibilidades de realiz&amp;aacute;-lo. Voc&amp;ecirc; menciona que "sempre quis ter um carro", o que, ali&amp;aacute;s, &amp;eacute; o desejo da maioria das pessoas. No entanto, n&amp;atilde;o diz efetivamente o quanto precisa do ve&amp;iacute;culo para sua utilidade principal: locomo&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Todos n&amp;oacute;s temos uma s&amp;eacute;rie de necessidades (coisas de que precisamos) e infinitos desejos (coisas que queremos). Como nossos recursos s&amp;atilde;o finitos, a ordem natural &amp;eacute; que priorizemos nossas necessidades e, quando poss&amp;iacute;vel, realizemos nossos desejos. Talvez seu momento de vida e seu or&amp;ccedil;amento n&amp;atilde;o sejam os ideais para a aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um ve&amp;iacute;culo, especialmente financiado. Al&amp;eacute;m disso, o custo de um carro vai muito al&amp;eacute;m das parcelas do financiamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Para um carro de R$ 30 mil, os custos com combust&amp;iacute;vel, estacionamentos, ped&amp;aacute;gios, manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o, limpeza, seguro, IPVA, custo de oportunidade do capital e a deprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o chegam a mais de R$ 1 mil por m&amp;ecirc;s - sem considerar multas nem custos do financiamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, se seu or&amp;ccedil;amento j&amp;aacute; est&amp;aacute; apertado para o pagamento das parcelas, imagino que arcar com todos esses custos se torne invi&amp;aacute;vel. Convido-lhe a planejar seu or&amp;ccedil;amento dom&amp;eacute;stico e verificar quais os valores que podem ser utilizados para o seu sonho de possuir um carro. E n&amp;atilde;o se esque&amp;ccedil;a de que no or&amp;ccedil;amento &amp;eacute; fundamental que exista uma reserva (nunca inferior a 10% da receita) para os investimentos, que garantir&amp;atilde;o a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de seus sonhos futuros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Se for poss&amp;iacute;vel manter seu ve&amp;iacute;culo, &amp;oacute;timo. Se, caso contr&amp;aacute;rio, seu sonho n&amp;atilde;o couber no seu or&amp;ccedil;amento atual, planeje-se para que, em um futuro pr&amp;oacute;ximo, ele caiba.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Com planejamento e disciplina, nossos sonhos ficam mais perto de se realizarem. E lembre-se: as escolhas s&amp;atilde;o livres, mas quando mal feitas cobram um pre&amp;ccedil;o alto para os planos futuros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Valter Police &amp;eacute; Planejador Financeiro Pessoal e possui a Certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o CFP (Certified Financial Planner) concedida pelo Instituto Brasileiro de Certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Profissionais Financeiros (IBCPF) E-mail: valter@policeconsultoria.com.br.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As respostas refletem as opini&amp;otilde;es do autor, e n&amp;atilde;o do jornal Valor Econ&amp;ocirc;mico ou do IBCPF. O jornal e o IBCPF n&amp;atilde;o se responsabilizam pelas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es acima ou por preju&amp;iacute;zos de qualquer natureza em decorr&amp;ecirc;ncia do uso destas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Perguntas devem ser encaminhadas para consultoriofinanceiro@ibcpf.org.br&lt;/strong&gt;</description><pubDate>02/04/2012 09:00:00 AM</pubDate></item><item><title>Com juros menores, tenho que arriscar mais?</title><link>http://www.ibcpf.org.br/PlanejamentoFinanceiro/Artigo/228</link><description>Li nos jornais que, como as taxas de juros ca&amp;iacute;ram, os investidores t&amp;ecirc;m que assumir mais risco. Sou um aplicador conservador. Queria entender por que tenho que assumir mais risco e o que significa esse risco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;Maria Angela Nunes Assump&amp;ccedil;&amp;atilde;o, CFP&amp;reg;:&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Caro leitor, quando tomamos decis&amp;otilde;es sobre os nossos investimentos, precisamos definir, em primeiro lugar, qual &amp;eacute; o nosso objetivo em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao recurso que ser&amp;aacute; aplicado. Essa defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o ser&amp;aacute; determinante para se estabelecer qual o nosso horizonte de investimento (quando precisaremos ter o dinheiro de volta), qual a faixa de rentabilidade seria adequada e o quanto podemos/queremos nos expor a risco. Portanto, voc&amp;ecirc; n&amp;atilde;o tem, necessariamente, que assumir mais risco, pois pode ser que maior risco n&amp;atilde;o combine com o seu perfil, objetivo e necessidade. Voc&amp;ecirc; pode inclusive tentar minimizar o impacto da redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos seus rendimentos financeiros por meio da reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do seu or&amp;ccedil;amento familiar, buscando aumentar receitas e/ou reduzir despesas. Mas &amp;eacute; importante que voc&amp;ecirc; tenha consci&amp;ecirc;ncia que com a queda das taxas de juros as aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais tradicionais passaram a apresentar uma menor rentabilidade e que, provavelmente, o dinheiro que voc&amp;ecirc; tem aplicado passou a ter um rendimento menor do que aquele a que voc&amp;ecirc; estava habituado. Como rendimento &amp;eacute; uma equa&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre rentabilidade esperada, risco e horizonte de tempo/liquidez, em cen&amp;aacute;rios de juros mais baixos, &amp;eacute; recomend&amp;aacute;vel a an&amp;aacute;lise de ativos diferenciados, que poder&amp;atilde;o impactar em maior risco e/ou prazo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Por que assumir mais risco? Para se buscar maior rentabilidade, pois s&amp;oacute; existe sentido em se assumir um risco maior para se alcan&amp;ccedil;ar um maior retorno. Essa &amp;eacute; uma das decis&amp;otilde;es que os investidores t&amp;ecirc;m que tomar: se assumem ou n&amp;atilde;o mais risco em busca de maior rentabilidade.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O que &amp;eacute; risco? De maneira bem simples, podemos definir risco como a incerteza de que determinado fato aconte&amp;ccedil;a como esperamos. Risco significa que voc&amp;ecirc; pode ganhar, mas que tamb&amp;eacute;m existe a possibilidade de voc&amp;ecirc; perder. Quanto maior for o potencial de ganho, provavelmente, maior ser&amp;aacute; o risco de alguma perda.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Destacaremos tr&amp;ecirc;s tipos de risco: de mercado, de cr&amp;eacute;dito e de liquidez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O risco de mercado &amp;eacute; o risco de oscila&amp;ccedil;&amp;atilde;o no pre&amp;ccedil;o e/ou nas taxas dos ativos. Pode ser a oscila&amp;ccedil;&amp;atilde;o no pre&amp;ccedil;o das a&amp;ccedil;&amp;otilde;es, nas taxas de juros, na paridade cambial, no pre&amp;ccedil;o das commodities. Suponha que voc&amp;ecirc; compre uma a&amp;ccedil;&amp;atilde;o por R$ 10,00 porque as avalia&amp;ccedil;&amp;otilde;es t&amp;eacute;cnicas apontam que o pre&amp;ccedil;o da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o deva atingir R$ 15,00 em um determinado per&amp;iacute;odo de tempo. Se tudo correr dentro das suas expectativas, o pre&amp;ccedil;o da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o poder&amp;aacute; at&amp;eacute; superar os R$ 15,00, mas, se acontecer algum fato diferente, o pre&amp;ccedil;o da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o poder&amp;aacute; cair e ficar abaixo dos R$ 10,00.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Risco de cr&amp;eacute;dito &amp;eacute; o risco da inadimpl&amp;ecirc;ncia. Sempre que voc&amp;ecirc; tiver que receber de algu&amp;eacute;m ou de alguma institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, voc&amp;ecirc; est&amp;aacute; correndo risco de cr&amp;eacute;dito. Quanto maior for a incerteza de que receber&amp;aacute; o seu dinheiro de volta, maior ser&amp;aacute; esse risco.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Risco de liquidez est&amp;aacute; relacionado com a velocidade de convers&amp;atilde;o de um ativo em dinheiro a um pre&amp;ccedil;o justo. Quanto maior for o prazo e/ou menor for o pre&amp;ccedil;o para conseguir vender um determinado bem, maior ser&amp;aacute; o risco de liquidez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Temos como eliminar completamente o risco? A resposta &amp;eacute; n&amp;atilde;o. Todo ativo tem algum risco, por menor que seja.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Importante: assumir risco n&amp;atilde;o &amp;eacute; ruim, desde que saibamos a que tipo de risco estamos expostos. Portanto, precisamos conhecer o nosso pr&amp;oacute;prio perfil em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao risco: o quanto e em que grau podemos e estamos dispostos a corr&amp;ecirc;-lo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Maria Angela Nunes Assump&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; Planejadora Financeira Pessoal e possui a Certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o CFP (Certified Financial Planner) concedida pelo Instituto Brasileiro de Certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Profissionais Financeiros (IBCPF) E-mail: angela@moneyplan.com.br.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As respostas refletem as opini&amp;otilde;es do autor, e n&amp;atilde;o do jornal Valor Econ&amp;ocirc;mico ou do IBCPF. O jornal e o IBCPF n&amp;atilde;o se responsabilizam pelas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es acima ou por preju&amp;iacute;zos de qualquer natureza em decorr&amp;ecirc;ncia do uso destas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Perguntas devem ser encaminhadas para : consultoriofinanceiro@ibcpf.org.br&lt;/strong&gt;</description><pubDate>13/08/2012 09:00:00 AM</pubDate></item><item><title>Como acompanhar as mudanças do mercado</title><link>http://www.ibcpf.org.br/PlanejamentoFinanceiro/Artigo/293</link><description>&lt;p&gt;Qual deve ser a postura do investidor frente ao leque de alternativas do mercado financeiro?&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
Di&amp;oacute;genes Dantas, CFP:&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
O mercado &amp;eacute; imenso e contempla in&amp;uacute;meros produtos de investimento, com as mais variadas composi&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Para muitos, &amp;eacute; algo complexo. N&amp;atilde;o bastasse isso, trata-se de um universo bastante din&amp;acirc;mico, o que exige do aplicador a mesma postura, tanto para n&amp;atilde;o desperdi&amp;ccedil;ar oportunidades como para evitar preju&amp;iacute;zos.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
Podemos dizer que qualquer evento econ&amp;ocirc;mico, dependendo da sua magnitude, pode afetar os investimentos. Quando, por exemplo, os governos alteram suas pol&amp;iacute;ticas cambial, monet&amp;aacute;ria, fiscal ou de renda, causam impactos nos mercados e trazem consigo a possibilidade de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de novos cen&amp;aacute;rios. Outro exemplo &amp;eacute; quando um pa&amp;iacute;s deseja impulsionar sua atividade industrial e, para isso, decide adotar uma pol&amp;iacute;tica fiscal expansionista. Diante desse movimento, o investidor que possui a&amp;ccedil;&amp;otilde;es de empresas ligadas &amp;agrave; ind&amp;uacute;stria poder&amp;aacute; se deparar com varia&amp;ccedil;&amp;otilde;es incomuns em sua carteira.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
Analisando os dados hist&amp;oacute;ricos de infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o, juros, c&amp;acirc;mbio e do mercado acion&amp;aacute;rio brasileiro, percebemos uma consider&amp;aacute;vel oscila&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Veja o IPCA, por exemplo. O &amp;iacute;ndice acumulou em 1998 uma alta de 1,66%, saltou em 2002 para 12,53% e voltou a cair no acumulado de 2006, para 3,14%. Com isso, o investidor que acompanha o indicador mais de perto, com uma postura ativa e din&amp;acirc;mica, tem chances maiores de sucesso do que algu&amp;eacute;m inerte.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
Neste contexto, o aplicador com perfil conservador pode, eventualmente, confundir o conceito de dinamismo com a ideia de se expor a risco maiores, quando, na verdade, significa prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o adicional. Um exemplo &amp;eacute; um cliente conservador que investiu durante v&amp;aacute;rios anos 100% de seu capital em fundos DI quando os juros estavam elevados, bem acima da infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Em um cen&amp;aacute;rio de infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o elevada, superando os juros em alguns momentos, o poder de compra desse investidor poderia diminuir. Diante dessa nova conjuntura, ele precisaria agir.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
J&amp;aacute; algu&amp;eacute;m com perfil moderado ou arrojado pode achar que, por possuir produtos mais ousados, tem uma postura din&amp;acirc;mica. Trata-se de um engano. Um aplicador com 40% dos recursos alocados h&amp;aacute; anos em a&amp;ccedil;&amp;otilde;es sem nunca fazer uma reavalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da carteira pode deixar passar boas oportunidades - ou mesmo, em algum momento, coloc&amp;aacute;-la em est&amp;aacute;gio cr&amp;iacute;tico.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
N&amp;atilde;o importa o perfil no qual o investidor se enquadre, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel ser din&amp;acirc;mico. Com a mesma velocidade em que muda, criando novos cen&amp;aacute;rios, o mercado tamb&amp;eacute;m apresenta alternativas. Por conta disso, tendem a surgir oportunidades tanto para os clientes com perfil arrojado quanto para os conservadores.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
Cabe ao aplicador acompanhar com aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o essas mudan&amp;ccedil;as, analis&amp;aacute;-las e, se preciso, buscar assessoria e posicionar-se com base em suas necessidades e aspira&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
As caracter&amp;iacute;sticas de um investidor din&amp;acirc;mico n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o ligadas somente ao perfil, mas, principalmente, &amp;agrave; postura diante de fatos novos. Ser algu&amp;eacute;m din&amp;acirc;mico significa adequar-se rapidamente &amp;agrave;s constantes mudan&amp;ccedil;as do mercado financeiro e, em alguns casos, at&amp;eacute; antecipar-se a elas.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
&amp;Eacute; importante salientar que o tempo n&amp;atilde;o pode ser um fator de exclus&amp;atilde;o da din&amp;acirc;mica necess&amp;aacute;ria ao aplicador. Investir com horizonte de longo prazo n&amp;atilde;o elimina a necessidade de reavaliar periodicamente a aloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos recursos, fazendo os ajustes necess&amp;aacute;rios. Tal exerc&amp;iacute;cio trar&amp;aacute; ao investidor, ao longo do tempo, mais oportunidades e prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
Di&amp;oacute;genes Dantas &amp;eacute; Planejador Financeiro Pessoal e possui a Certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o CFP (Certified Financial Planner) concedida pelo Instituto Brasileiro de Certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Profissionais Financeiros (IBCPF) E-mail: &lt;a href="mailto:diojpa@bol.com.br"&gt;diojpa@bol.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
As respostas refletem as opini&amp;otilde;es do autor, e n&amp;atilde;o do jornal Valor Econ&amp;ocirc;mico ou do IBCPF. O jornal e o IBCPF n&amp;atilde;o se responsabilizam pelas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es acima ou por preju&amp;iacute;zos de qualquer natureza em decorr&amp;ecirc;ncia do uso destas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Perguntas devem ser encaminhadas para: &lt;a href="mailto:consultoriofinanceiro@ibcpf.org.br"&gt;consultoriofinanceiro@ibcpf.org.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;&amp;copy; 2000 &amp;ndash; 2012. Todos os direitos reservados ao Valor Econ&amp;ocirc;mico S.A. . Verifique nossos Termos de Uso em &lt;a href="http://www.valor.com.br/termos-de-uso"&gt;http://www.valor.com.br/termos-de-uso&lt;/a&gt;. Este material n&amp;atilde;o pode ser publicado, reescrito, redistribu&amp;iacute;do ou transmitido por broadcast sem autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Valor Econ&amp;ocirc;mico. &lt;/p&gt;
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&lt;p&gt;Edmur de Almeida, CFP&amp;reg;: &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Voc&amp;ecirc; faz duas perguntas, ambas sobre a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da indeniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do seguro de vida: uma para custear despesas com invent&amp;aacute;rio e outra para custear despesas com a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de sua filha mais nova.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quanto &amp;agrave; primeira quest&amp;atilde;o, o pagamento do capital segurado pela ocorr&amp;ecirc;ncia da morte (tamb&amp;eacute;m chamado de indeniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o), n&amp;atilde;o se confunde com o patrim&amp;ocirc;nio do segurado, ou seja, n&amp;atilde;o integra sua heran&amp;ccedil;a. Com isso, n&amp;atilde;o responde, a princ&amp;iacute;pio, por d&amp;iacute;vidas, exce&amp;ccedil;&amp;atilde;o feita &amp;agrave;quelas ap&amp;oacute;lices contratadas com finalidades espec&amp;iacute;ficas, como, por exemplo, o seguro de prestamista, orientado para fazer frente a valores devidos pela compra de um bem (autom&amp;oacute;vel, apartamento etc).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em se tratando ent&amp;atilde;o de um seguro de vida "cl&amp;aacute;ssico", o pagamento do capital ocorre em at&amp;eacute; 30 dias da entrega da documenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o completa &amp;agrave; seguradora, ou seja, anterior ao prazo limite para realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do invent&amp;aacute;rio e muito antes da conclus&amp;atilde;o deste, permitindo assim ao(s) benefici&amp;aacute;rio(s) do seguro utilizar seu valor para pagamento das custas do invent&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os procedimentos para realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do invent&amp;aacute;rio (que &amp;eacute; regido pelas Leis n&amp;ordm; 5.869/73 e 11.441/07) devem ser iniciados em at&amp;eacute; 60 dias da data da abertura da sucess&amp;atilde;o, sob pena de multa (20% sobre o imposto devido), sendo os custos calculados sobre seu montante. Tais custos s&amp;atilde;o compostos basicamente por honor&amp;aacute;rios advocat&amp;iacute;cios (cerca de 6%) e impostos (4%).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dessa forma, tendo-se uma proje&amp;ccedil;&amp;atilde;o realista do montante relativo ao futuro invent&amp;aacute;rio, a princ&amp;iacute;pio, pode-se estimar que um seguro de vida "cl&amp;aacute;ssico", com capital segurado adequado para cobrir tais custos, deve ser de 10% daquele montante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Respondendo a segunda quest&amp;atilde;o, existem no mercado diversos produtos de seguro de vida vinculados &amp;agrave; educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos filhos: &amp;eacute; o chamado seguro educacional. Ele serve exatamente para custear a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos filhos, na hip&amp;oacute;tese da falta do arrimo de fam&amp;iacute;lia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O valor desse seguro dever&amp;aacute; corresponder &amp;agrave; soma dos custeios com educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Sua filha tem seis anos e voc&amp;ecirc; gostaria de custear seus estudos at&amp;eacute; o fim da faculdade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;S&amp;atilde;o nove anos no ensino fundamental, mais tr&amp;ecirc;s anos no ensino m&amp;eacute;dio e mais, digamos, cinco anos no ensino superior, totalizando 17 anos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vamos imaginar isso, a valores de hoje:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- R$ 12 mil por ano no ensino fundamental: subtotal, R$ 108 mil; mais&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- R$ 12 mil por ano no ensino m&amp;eacute;dio: subtotal, R$ 36 mil; mais&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- R$ 20 mil por ano no ensino superior: subtotal, R$ 100 mil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estamos falando, ent&amp;atilde;o, de um seguro, a valores de hoje e para esse objetivo, no valor de R$ 244 mil. Como o horizonte de tempo &amp;eacute; grande, n&amp;atilde;o devemos nos esquecer de aumentar o valor do seguro todo ano, conforme aumenta o valor do custeio. A seguradora precisa ser bastante s&amp;oacute;lida, afinal, ser&amp;aacute; ela que, na sua aus&amp;ecirc;ncia, far&amp;aacute; os pagamentos das mensalidades diretamente &amp;agrave; escola ou faculdade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; renda da esposa, embora n&amp;atilde;o seja uma pergunta e considerando que sua aus&amp;ecirc;ncia pode trazer desequil&amp;iacute;brio ao or&amp;ccedil;amento familiar, seria adequada a contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um seguro de vida que contemplasse, pelo menos, o valor da contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de seu ganho l&amp;iacute;quido mensal multiplicado por um n&amp;uacute;mero de meses que voc&amp;ecirc; julgar suficiente. Ou a contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um plano de previd&amp;ecirc;ncia que possa complementar a falta de sua renda para a fam&amp;iacute;lia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para tratar desses assuntos, procure seu corretor de seguros, o profissional mais indicado para orient&amp;aacute;-lo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Edmur de Almeida &amp;eacute; Planejador Financeiro Pessoal e possui a Certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o CFP&amp;reg; (Certified Financial Planner) concedida pelo Instituto Brasileiro de Certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Profissionais Financeiros (IBCPF) E-mail: &lt;a href="mailto:edmur@alfareal.net"&gt;edmur@alfareal.net&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;As respostas refletem as opini&amp;otilde;es do autor, e n&amp;atilde;o do jornal Valor Econ&amp;ocirc;mico ou do IBCPF. O jornal e o IBCPF n&amp;atilde;o se responsabilizam pelas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es acima ou por preju&amp;iacute;zos de qualquer natureza em decorr&amp;ecirc;ncia do uso destas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Perguntas devem ser encaminhadas para : &lt;a href="mailto:consultoriofinanceiro@ibcpf.org.br"&gt;consultoriofinanceiro@ibcpf.org.br&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>20/06/2011 09:00:00 AM</pubDate></item><item><title>Como escolher um fundo de ações</title><link>http://www.ibcpf.org.br/PlanejamentoFinanceiro/Artigo/182</link><description>Consultei os fundos de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es de um banco e encontrei diversos tipos com objetivos e resultados distintos. Quais s&amp;atilde;o as diferen&amp;ccedil;as entre os fundos de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es? Qual &amp;eacute; o melhor fundo para o meu perfil?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;Alexandre Canalini, CFP&amp;reg;:&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Uma primeira classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das principais estrat&amp;eacute;gias utilizadas na administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fundos de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es leva em considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o o estilo de administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos ativos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gestores que administram "growth funds" s&amp;atilde;o aqueles que procuram investir em empresas que t&amp;ecirc;m tido - e continuar&amp;atilde;o a ter - forte crescimento de lucros, receitas e fluxos de caixa em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao mercado. Tradicionalmente, s&amp;atilde;o ativos que n&amp;atilde;o possuem hist&amp;oacute;rico de pagamento de dividendos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gestores de "value funds" s&amp;atilde;o os que procuram adquirir a&amp;ccedil;&amp;otilde;es de empresas consideradas de alta qualidade, mas que, por algum motivo, est&amp;atilde;o subvalorizadas; frequentemente possuem baixa rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o pre&amp;ccedil;o/lucro e alto "dividend yield".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Alguns fundos usam uma mistura das estrat&amp;eacute;gias de "growth fund" e "value fund". O mercado classifica esse grupo de fundos como "blend funds". Um &amp;uacute;ltimo estilo de gest&amp;atilde;o de recursos em renda vari&amp;aacute;vel s&amp;atilde;o os fundos "market neutral". Esses fundos buscam superar o mercado com um risco menor, usualmente compram a&amp;ccedil;&amp;otilde;es com perspectiva de alta e fazem "hedge" com venda a descoberto de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es com perspectiva de baixa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Outra classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de estrat&amp;eacute;gia de gest&amp;atilde;o leva em considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o o tamanho das empresas que o fundo investe. Os "large-cap funds" s&amp;atilde;o fundos que procuram adquirir a&amp;ccedil;&amp;otilde;es de empresas com alto valor de mercado. Tamb&amp;eacute;m chamados de fundos "blue chips" por investirem em empresas maduras. Os "mid-cap funds" investem em empresas de m&amp;eacute;dio porte e os "small-caps funds" buscam adquirir a&amp;ccedil;&amp;otilde;es de empresas de pequeno porte e baixo valor de mercado. Pequenas empresas com frequ&amp;ecirc;ncia reinvestem seus lucros para crescimento do neg&amp;oacute;cio, o que torna a expectativa de dividendos muito baixa.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Conhecendo as estrat&amp;eacute;gias de investimento dos fundos de renda vari&amp;aacute;vel e o tamanho das empresas cujas a&amp;ccedil;&amp;otilde;es os fundos compram para formar carteiras, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel combinar essas duas classifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es para se definir uma estrat&amp;eacute;gia para cada tipo de fundo. Podem ser estabelecidas nove combina&amp;ccedil;&amp;otilde;es entre estilo de gest&amp;atilde;o e tamanho das empresas como, por exemplo: large-cap value, large-cap blend, large-cap growth, mid-cap value, mid-cap blend, mid- cap growth, small-cap value, small-cap blend e small-cap growth.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O entendimento da classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos fundos leva o investidor a refletir sobre se o seu perfil de investimento est&amp;aacute; adequado ao tipo de fundo de renda vari&amp;aacute;vel em que atualmente investe. Um investidor que busque volatilidade mais baixa e alto pagamento de dividendos n&amp;atilde;o deve estar num fundo classificado como "small-cap growth". Ainda que os importantes requisitos de "suitability" estejam atendidos, o investimento &amp;eacute; inadequado.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Adicionalmente, o investidor deve fazer um estudo detalhado de "performance attribution" dos &amp;uacute;ltimos anos. A an&amp;aacute;lise mostrar&amp;aacute; ao investidor qual a contribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de rentabilidade de cada ativo ou categoria de ativo dentro do fundo. Se o prop&amp;oacute;sito do fundo coincidir com a an&amp;aacute;lise de atribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de performance, tudo est&amp;aacute; dentro do proposto. Caso contr&amp;aacute;rio, &amp;eacute; necess&amp;aacute;ria uma reflex&amp;atilde;o sobre a ader&amp;ecirc;ncia da gest&amp;atilde;o ao objetivo do fundo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Considerando o entendimento sobre as estrat&amp;eacute;gias de gest&amp;atilde;o e a import&amp;acirc;ncia da atribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de performance, convido os leitores a responder tr&amp;ecirc;s perguntas: Qual &amp;eacute; a estrat&amp;eacute;gia adotada pelo gestor de seu fundo de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es? A estrat&amp;eacute;gia do gestor &amp;eacute; adequada ao seu objetivo com sua parcela de recursos em renda vari&amp;aacute;vel? A "performance attribution" do seu fundo de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;eacute; compat&amp;iacute;vel com a proposta de gest&amp;atilde;o do administrador do fundo?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Respondidas as perguntas o investidor poder&amp;aacute; ter mais seguran&amp;ccedil;a em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos seus recursos aplicados em fundos de renda a&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Alexandre Canalini &amp;eacute; Planejador Financeiro Pessoal e possui a Certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o CFP (Certified Financial Planner) concedida pelo Instituto Brasileiro de Certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Profissionais Financeiros (IBCPF) E-mail: alexandrecanalini@hotmail.com&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As respostas refletem as opini&amp;otilde;es do autor, e n&amp;atilde;o do jornal Valor Econ&amp;ocirc;mico ou do IBCPF. O jornal e o IBCPF n&amp;atilde;o se responsabilizam pelas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es acima ou por preju&amp;iacute;zos de qualquer natureza em decorr&amp;ecirc;ncia do uso destas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Perguntas devem ser encaminhadas para : consultoriofinanceiro@ibcpf.org.br&lt;/strong&gt;</description><pubDate>09/04/2012 09:00:00 AM</pubDate></item><item><title>Vale a pena investir na compra de um terreno?</title><link>http://www.ibcpf.org.br/PlanejamentoFinanceiro/Artigo/229</link><description>Consegui acumular R$ 120 mil na caderneta de poupan&amp;ccedil;a e estou pensando no momento em investir na aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um terreno. &amp;Eacute; um bom neg&amp;oacute;cio? Vale a pena investir em um terreno?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;Marcelo Henriques de Brito, CFP&amp;reg;:&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Sua pergunta n&amp;atilde;o permite inferir se voc&amp;ecirc; acumulou recursos j&amp;aacute; com o objetivo de adquirir um terreno ou se voc&amp;ecirc; percebeu que poderia comprar um terreno com o montante acumulado. S&amp;atilde;o situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es distintas. Se, por um lado, &amp;eacute; recomend&amp;aacute;vel poupar de forma a posteriormente investir ou mesmo gastar, seguindo um objetivo previamente determinado; por outro lado, n&amp;atilde;o faz parte de um planejamento financeiro subitamente refletir sobre o que fazer com um volume acumulado de recursos, embora seja poss&amp;iacute;vel avaliar e aproveitar oportunidades de neg&amp;oacute;cios no contexto de uma estrat&amp;eacute;gia coerente de diversificar os investimentos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Digamos, ent&amp;atilde;o, que surgiu uma oportunidade de compra de um terreno e o seu objetivo &amp;eacute; ganhar com a revenda. Note que se voc&amp;ecirc; fosse, por exemplo, construir uma casa para uso pr&amp;oacute;prio, aspectos financeiros seriam ponderados com outro enfoque.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Independentemente do motivo da aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um ativo, sua postura nunca deve ser "comprar e esquecer". Isso n&amp;atilde;o &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel nem mesmo com terrenos. A propriedade tem que ser vigiada pela amea&amp;ccedil;a da ocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ilegal, al&amp;eacute;m de haver gastos com outras provid&amp;ecirc;ncias em terrenos em &amp;aacute;rea urbana, tais como: cuidar da cal&amp;ccedil;ada e impedir o dep&amp;oacute;sito de lixo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Requer um not&amp;aacute;vel trabalho de pesquisa avaliar o pre&amp;ccedil;o justo de um terreno. H&amp;aacute; impacto no pre&amp;ccedil;o de venda de um terreno sua localiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, seu tamanho, seu formato, a exist&amp;ecirc;ncia de aclives ou declives e a vizinhan&amp;ccedil;a. Cabe observar as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de saneamento b&amp;aacute;sico, energia el&amp;eacute;trica, telecomunica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, com&amp;eacute;rcio, escolas e hospitais na regi&amp;atilde;o, al&amp;eacute;m do estado das vias de acesso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No caso de terrenos em &amp;aacute;reas urbanas, &amp;eacute; prudente saber a &amp;aacute;rea total edific&amp;aacute;vel, o gabarito m&amp;aacute;ximo de edifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es e as atividades permitidas no local. Consulte o plano diretor, o c&amp;oacute;digo de obras do munic&amp;iacute;pio e as exig&amp;ecirc;ncias para obten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de habite-se ou alvar&amp;aacute;. J&amp;aacute; na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de im&amp;oacute;veis rurais, investigue a capacidade de uso do solo, a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre a cobertura vegetal e tamb&amp;eacute;m a disponibilidade de recursos h&amp;iacute;dricos e de eventuais recursos minerais.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devido ao impacto sobre o pre&amp;ccedil;o de venda, analise com muita aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o as perspectivas de valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do terreno, o que depende da expans&amp;atilde;o da malha vi&amp;aacute;ria, do desenvolvimento da regi&amp;atilde;o e at&amp;eacute; das expectativas de crescimento econ&amp;ocirc;mico do pa&amp;iacute;s. Compute ainda a incid&amp;ecirc;ncia de tributos, inclusive sobre o desejado ganho de capital, mesmo que uma parcela resulte apenas da ocorr&amp;ecirc;ncia de infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Esteja tamb&amp;eacute;m ciente de que no momento da venda do terreno pode ser dif&amp;iacute;cil encontrar algu&amp;eacute;m disposto a pagar &amp;agrave; vista o pre&amp;ccedil;o justo, observando que pode ser tanto baixa a liquidez do terreno quanto trabalhosa a sua divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o a poss&amp;iacute;veis compradores.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Antes de apalavrar a compra de um terreno aparentemente conveniente sob a &amp;oacute;tica financeira, verifique a documenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o fiscal, al&amp;eacute;m de contar com a orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um tabeli&amp;atilde;o ou de um escrevente autorizado de um Cart&amp;oacute;rio de Notas, tal como se faz na compra de qualquer im&amp;oacute;vel.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Segue o alerta de verificar se o terreno tem matr&amp;iacute;cula no Registro de Im&amp;oacute;veis, pois j&amp;aacute; houve loteamentos de grandes &amp;aacute;reas sem aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;eacute;via da prefeitura, inclusive desconsiderando o tamanho m&amp;iacute;nimo permitido para cada terreno. J&amp;aacute; no caso de terreno estar localizado em uma &amp;aacute;rea rural, &amp;eacute; preciso obter o Certificado de Cadastro de Im&amp;oacute;vel Rural (CCIR) emitido pelo INCRA.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deve-se estar consciente das implica&amp;ccedil;&amp;otilde;es decorrentes da aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um terreno. Pense com serenidade na oportunidade apresentada para n&amp;atilde;o se incomodar e, quem sabe, cantarolar com felicidade a m&amp;uacute;sica "Casa no Campo", de Z&amp;eacute; Rodrix e Tavito: "Eu quero uma casa no campo/ Onde eu possa ficar no tamanho da paz/ E tenha somente a certeza/ Dos limites do corpo e nada mais".&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Marcelo Henriques de Brito; &amp;eacute; Planejador Financeiro Pessoal e possui a Certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o CFP (Certified Financial Planner) concedida pelo Instituto Brasileiro de Certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Profissionais Financeiros (IBCPF) E-mail: consulta@probatus.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As respostas refletem as opini&amp;otilde;es do autor, e n&amp;atilde;o do jornal Valor Econ&amp;ocirc;mico ou do IBCPF. O jornal e o IBCPF n&amp;atilde;o se responsabilizam pelas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es acima ou por preju&amp;iacute;zos de qualquer natureza em decorr&amp;ecirc;ncia do uso destas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Perguntas devem ser encaminhadas para: consultoriofinanceiro@ibcpf.org.br&lt;/strong&gt;</description><pubDate>20/08/2012 09:00:00 AM</pubDate></item><item><title>A importância do Planejamento Financeiro Pessoal na Sociedade de Consumo </title><link>http://www.ibcpf.org.br/PlanejamentoFinanceiro/Artigo/230</link><description>Nestes tempos em que o "ter" vem ganhando relev&amp;acirc;ncia sobre o "ser", recomendamos a leitura da entrevista publicada em 19/08 no caderno especial Ali&amp;aacute;s, do Estado de S&amp;atilde;o Paulo, com Eduardo Gianetti, que proporciona uma forte reflex&amp;atilde;o sobre o que realmente precisamos.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No &amp;acirc;mbito de nossa atividade de planejamento financeiro pessoal, constitui-se num ponto fundamental para ajudarmos a construir os passos que levam a alcan&amp;ccedil;ar os sonhos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Espero que apreciem a leitura!&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,nem-sei-se-posso-mas-quero,918670,0.htm" target="_blank"&gt;Clique aqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; para ler a mat&amp;eacute;ria.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Gisele Colombo de Andrade, CFP&amp;reg;</description><pubDate>21/08/2012 03:00:00 PM</pubDate></item><item><title>Como administrar o 'vício bom' de poupar</title><link>http://www.ibcpf.org.br/PlanejamentoFinanceiro/Artigo/294</link><description>&lt;p&gt;Se o seu h&amp;aacute;bito de poupar puder realmente ser chamado de "v&amp;iacute;cio", pode ter certeza que este &amp;eacute; um bom problema. Saiba que voc&amp;ecirc; est&amp;aacute; na contram&amp;atilde;o da maioria das pessoas, mas nem por isso esta propens&amp;atilde;o &amp;agrave; poupan&amp;ccedil;a &amp;eacute; ruim! Trata-se de algo raro hoje em dia, j&amp;aacute; que &amp;eacute; muito dif&amp;iacute;cil fugir dos apelos das campanhas de marketing.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
O ideal &amp;eacute; que se consiga poupar pelo menos entre 10% a 15% de sua renda l&amp;iacute;quida mensal. Conhe&amp;ccedil;o pessoas que economizam mensalmente at&amp;eacute; 40% do que ganham e nem por isso s&amp;atilde;o avarentas! S&amp;atilde;o apenas econ&amp;ocirc;micas, se preocupam com o futuro pr&amp;oacute;prio e o de seus entes queridos.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
Outro aspecto importante a se pensar s&amp;atilde;o os objetivos. Qual sua inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao fazer esta poupan&amp;ccedil;a? Garantir uma aposentadoria tranquila? Este &amp;eacute; um &amp;oacute;timo motivo. Muitas pessoas s&amp;oacute; conseguem pensar em guardar dinheiro com foco no consumo: para comprar um novo carro, fazer uma viagem, por exemplo. Mas, acumular um valor para garantir um futuro melhor &amp;eacute; muito v&amp;aacute;lido e, na maioria das vezes, necess&amp;aacute;rio.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
Para aqueles que s&amp;atilde;o assalariados e possuem um padr&amp;atilde;o de vida acima de R$ 3.916,20 (teto do INSS atualmente*), esta poupan&amp;ccedil;a ser&amp;aacute; imprescind&amp;iacute;vel para complementar o valor da aposentadoria. &amp;Eacute; preciso lembrar que, nesse per&amp;iacute;odo da vida, as despesas, m&amp;eacute;dias costumam variar entre 70% e 80% daquelas que o indiv&amp;iacute;duo possu&amp;iacute;a no per&amp;iacute;odo em que estava na ativa.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
Para suportar esses gastos, ser&amp;aacute; necess&amp;aacute;rio utilizar a poupan&amp;ccedil;a de toda a vida, efetuando resgastes mensais de seus investimentos. Voc&amp;ecirc; precisar&amp;aacute; acumular esta reserva enquanto ainda &amp;eacute; produtivo, como j&amp;aacute; est&amp;aacute; fazendo. Se quiser a garantia de que poder&amp;aacute; efetuar essas retiradas at&amp;eacute; o fim da vida e ainda deixar um patrim&amp;ocirc;nio para seus herdeiros, basta dividir seus gastos anuais pela taxa real de juros, ou seja, j&amp;aacute; descontando a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o e o pagamento de Imposto de Renda (IR).&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
Atualmente, esta taxa est&amp;aacute; em torno de 1,5% ao ano para uma carteira de investimentos conservadora. Portanto, para uma renda complementar anual de R$ 60 mil atualizada pela infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o, por exemplo, seriam necess&amp;aacute;rios cerca de R$ 4 milh&amp;otilde;es em aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, a valores de hoje.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
Se a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; deixar uma heran&amp;ccedil;a, mas sim consumir todo o dinheiro, a&amp;iacute; surge um risco adicional - saber at&amp;eacute; quando viveremos. Para sermos bem conservadores, podemos efetuar um c&amp;aacute;lculo considerando a expectativa de vida at&amp;eacute; os 100 anos e um indiv&amp;iacute;duo que se aposente aos 65. Neste caso, para os mesmos resgates de R$ 60 mil anuais seriam necess&amp;aacute;rios cerca de R$ 1.625.000,00 acumulados no momento da aposentadoria, a valores atuais.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
Com essas contas, fica mais f&amp;aacute;cil perceber se o seu esfor&amp;ccedil;o de poupan&amp;ccedil;a est&amp;aacute; sendo em v&amp;atilde;o ou n&amp;atilde;o. Por&amp;eacute;m, caso consiga rentabilidades acima da infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o maiores do que 1,5% ao ano, os valores necess&amp;aacute;rios poder&amp;atilde;o ser menores do que os que foram calculados. Fa&amp;ccedil;a as contas ou procure a ajuda de um planejador financeiro. Assim, voc&amp;ecirc; saber&amp;aacute; o quanto precisa poupar por m&amp;ecirc;s e ficar&amp;aacute; mais tranquilo para aumentar o seu n&amp;iacute;vel de consumo, se for o caso.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
Procure montar uma carteira de investimentos diversificada de acordo com seu perfil de risco. Desta forma, ter&amp;aacute; a chance de obter melhores rentabilidades e conseguir&amp;aacute; minimizar os riscos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;* Este valor &amp;eacute; o teto do INSS para o ano de 2012, para 2013 o teto do INSS &amp;eacute; de R$ 4.159,00.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
Leticia Camargo &amp;eacute; economista, planejadora financeira pessoal e possui a certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o CFP (Certified Financial Planner) concedida pelo Instituto Brasileiro de Certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Profissionais Financeiros (IBCPF). Email: &lt;a href="mailto:leticia@leticiacamargo.com.br"&gt;leticia@leticiacamargo.com.br&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;br /&gt;
As respostas refletem as opini&amp;otilde;es do autor, e n&amp;atilde;o do jornal Valor Econ&amp;ocirc;mico ou do IBCPF. O jornal e o IBCPF n&amp;atilde;o se responsabilizam pelas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es acima ou por preju&amp;iacute;zos de qualquer natureza em decorr&amp;ecirc;ncia do uso destas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Perguntas devem ser encaminhadas para: &lt;a href="mailto:consultoriofinanceiro@ibcpf.org.br"&gt;consultoriofinanceiro@ibcpf.org.br&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;&amp;copy; 2000 &amp;ndash; 2012. Todos os direitos reservados ao Valor Econ&amp;ocirc;mico S.A. . Verifique nossos Termos de Uso em &lt;a href="http://www.valor.com.br/termos-de-uso"&gt;http://www.valor.com.br/termos-de-uso&lt;/a&gt;. Este material n&amp;atilde;o pode ser publicado, reescrito, redistribu&amp;iacute;do ou transmitido por broadcast sem autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Valor Econ&amp;ocirc;mico. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Leia mais em:&lt;br /&gt;
&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.valor.com.br/financas/2976936/como-administrar-o-vicio-bom-de-poupar#ixzz2IdFa3a7c"&gt;http://www.valor.com.br/financas/2976936/como-administrar-o-vicio-bom-de-poupar#ixzz2IdFa3a7c&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>21/01/2013 12:00:00 AM</pubDate></item><item><title>O sonho de velejar um ano pelo mundo na ponta do lápis</title><link>http://www.ibcpf.org.br/PlanejamentoFinanceiro/Artigo/90</link><description>Meu sonho &amp;eacute; tirar um ano sab&amp;aacute;tico e viajar o mundo num veleiro, o que deve custar por volta de R$ 600 mil. Tenho um apartamento no valor de R$ 1 milh&amp;atilde;o, investimentos de mais ou menos R$ 500 mil que rendem l&amp;iacute;quido em torno de R$ 3.500,00 mensais. Se eu vender o apartamento para comprar o barco e investir o restante do dinheiro, quanto poderei dispor mensalmente para cobrir os custos da viagem? E, se meus gastos mensais forem de US$ 5 mil, por quanto tempo eu poderia viajar sem dilapidar o patrim&amp;ocirc;nio? Na volta imagino vender o barco e alugar ou comprar outro im&amp;oacute;vel para moradia, mas isso tamb&amp;eacute;m vai depender de em quanto tempo conseguirei voltar ao mercado de trabalho. (M.M.)&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;p&gt;Oswaldo Sena, CFP&amp;reg;:&lt;/p&gt;
&lt;br /&gt;
Vamos considerar que voc&amp;ecirc; venda o apartamento e compre o barco pelos valores mencionados. A diferen&amp;ccedil;a, investida na mesma aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, eleva o saldo para R$ 900 mil. O rendimento l&amp;iacute;quido passa, proporcionalmente, para R$ 6.300 mensais.
&lt;p&gt;Devemos considerar ainda, que o valor aplicado no barco sofrer&amp;aacute; alguma redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, pois na hora da venda &amp;eacute; bem prov&amp;aacute;vel que voc&amp;ecirc; tenha que aceitar um pre&amp;ccedil;o inferior (como ocorre com autom&amp;oacute;veis). Este ponto &amp;eacute; crucial na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Vamos imaginar 20% menor que o pre&amp;ccedil;o pago, ou seja, a venda do barco resultaria em um valor de R$ 480 mil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Usaremos 5,5% ao ano como taxa de infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o, tomando por base a m&amp;eacute;dia dos &amp;uacute;ltimos anos.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No primeiro caso, se voc&amp;ecirc; usar o total do rendimento l&amp;iacute;quido durante toda a viagem, ao final de um ano voc&amp;ecirc; ter&amp;aacute; o mesmo valor do capital investido, por&amp;eacute;m o poder de compra estar&amp;aacute; reduzido devido &amp;agrave; infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o no per&amp;iacute;odo. Se quiser compensar a infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mantendo o poder de compra, voc&amp;ecirc; deveria usar apenas os rendimentos reais - acima da infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o - de R$ 2.300 mensais. Nesse caso, o saldo final da aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o ficaria em R$ 950 mil.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somando os R$ 480 mil da venda do barco, isso resultaria num patrim&amp;ocirc;nio final de R$ 1.430.000, contra o valor de R$ 1.582.500 caso o patrim&amp;ocirc;nio inicial fosse apenas corrigido pela infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Ou seja, o custo da viagem dessa forma seria de R$ 152.600, ou o equivalente a 9,6% do seu patrim&amp;ocirc;nio, al&amp;eacute;m do rendimento real.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Na segunda pergunta voc&amp;ecirc; menciona gastos mensais em d&amp;oacute;lares (US$ 5 mil, ou algo em torno de R$ 8.500,00 no c&amp;acirc;mbio atual), em valores maiores que o rendimento mensal previsto na aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Al&amp;eacute;m disso, menciona que n&amp;atilde;o deseja dilapidar o patrim&amp;ocirc;nio. Vamos considerar o que ocorreria em 12 meses: o saldo final da aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o ficaria em R$ 872 mil, contra R$ 950 mil se o capital fosse apenas corrigido pela infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Somando os R$ 480 mil da venda do barco, isso resultaria num patrim&amp;ocirc;nio final de R$ 1.352.000, contra o valor de R$ 1.582.500 caso o patrim&amp;ocirc;nio inicial fosse apenas corrigido pela infla&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Ou seja, o custo da viagem dessa forma seria de R$ 230.000, ou o equivalente a 14,5% do seu patrim&amp;ocirc;nio, al&amp;eacute;m do rendimento real.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
O seu sonho &amp;eacute; maravilhoso e importante. N&amp;atilde;o seria razo&amp;aacute;vel recomendar a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o dessa viagem para alguns poucos meses. Conseguir realiz&amp;aacute;-lo de maneira satisfat&amp;oacute;ria &amp;eacute; a chave da quest&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
No entanto, os dados fornecidos s&amp;atilde;o insuficientes para uma avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais profunda. &amp;Eacute; necess&amp;aacute;rio conhecer sua idade, conhecer melhor o valor das despesas mensais durante a viagem, o pre&amp;ccedil;o de venda do barco ao final, o tempo necess&amp;aacute;rio para se recolocar no mercado de trabalho, o valor das despesas mensais (no retorno) enquanto n&amp;atilde;o estiver trabalhando e sua capacidade de poupan&amp;ccedil;a futura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Assim, seria poss&amp;iacute;vel chegar a um planejamento detalhado, com as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es necess&amp;aacute;rias para sua concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o no menor prazo poss&amp;iacute;vel e de forma a n&amp;atilde;o comprometer a sua qualidade de vida futura.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Oswaldo Sena &amp;eacute; Planejador Financeiro Pessoal e possui a Certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o CFP&amp;reg; (Certified Financial Planner) concedida pelo Instituto Brasileiro de Certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Profissionais Financeiros (IBCPF). E-mail: oswaldosena@hotmail.com&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As respostas refletem as opini&amp;otilde;es do autor, e n&amp;atilde;o do jornal Valor Econ&amp;ocirc;mico ou do IBCPF. O jornal e o IBCPF n&amp;atilde;o se responsabilizam pelas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es acima ou por preju&amp;iacute;zos de qualquer natureza em decorr&amp;ecirc;ncia do uso destas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Perguntas devem ser encaminhadas para:&amp;nbsp;consultoriofinanceiro@ibcpf.org.br&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>21/11/2011 09:00:00 AM</pubDate></item><item><title>Como proteger bens doados aos netos?</title><link>http://www.ibcpf.org.br/PlanejamentoFinanceiro/Artigo/183</link><description>Temos uma filha &amp;uacute;nica de 40 anos com dois filhos adolescentes que residem conosco. E os tr&amp;ecirc;s s&amp;atilde;o totalmente dependentes de n&amp;oacute;s. Achamos que, para os nossos netos, seria muito importante morar numa casa que fosse deles, por isso estamos pensando em comprar um apartamento em nome dos dois. Nossa preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; que eles vendam o apartamento quando atingirem a maioridade para usar o dinheiro. Existe alguma forma de n&amp;oacute;s comprarmos o apartamento e n&amp;atilde;o permitirmos que eles o vendam quando forem maiores?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Luciano Teixeira Pinheiro, CFP:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Caro leitor, se um ou mais im&amp;oacute;veis forem adquiridos em nome de seus netos, &amp;eacute; certo que, a partir da maioridade, eles poder&amp;atilde;o praticar todos os atos da vida civil, ou seja, dispor livremente dos bens que possu&amp;iacute;rem.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Entretanto, caso o im&amp;oacute;vel seja comprado em seu pr&amp;oacute;prio nome, &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel que se fa&amp;ccedil;a uma disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o testament&amp;aacute;ria. Conforme expressa o artigo 1.911 do C&amp;oacute;digo Civil, pode-se estabelecer, no &amp;acirc;mbito do testamento, uma cl&amp;aacute;usula de inalienabilidade do bem, ou seja, uma condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para que o bem transmitido por testamento (no caso, aos netos) n&amp;atilde;o esteja sujeito a qualquer tipo de transfer&amp;ecirc;ncia para terceiros.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Como se trata de direito de sucess&amp;atilde;o, importa ressaltar que tal condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;oacute; ser&amp;aacute; poss&amp;iacute;vel se o valor dos bens a que se fizer refer&amp;ecirc;ncia no testamento n&amp;atilde;o ultrapassar metade do valor total da heran&amp;ccedil;a, de forma que n&amp;atilde;o se atinja a parte do patrim&amp;ocirc;nio que legalmente cabe aos herdeiros necess&amp;aacute;rios.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De acordo com o C&amp;oacute;digo Civil, s&amp;atilde;o herdeiros necess&amp;aacute;rios os descendentes, os ascendentes e o c&amp;ocirc;njuge. Por constar o c&amp;ocirc;njuge deste rol, &amp;eacute; relevante saber qual o seu regime de casamento, pois isso poder&amp;aacute; influenciar na defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o da parte dos herdeiros necess&amp;aacute;rios e, logicamente, da parte que restar&amp;aacute; livre para se dispor em testamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Contudo, &amp;eacute; preciso fazer algumas pondera&amp;ccedil;&amp;otilde;es, pois a rigidez da cl&amp;aacute;usula de inalienabilidade poder&amp;aacute; acarretar s&amp;eacute;rios embara&amp;ccedil;os para seus netos. Suponha que eles decidam morar em outra cidade; ou que passem em concurso p&amp;uacute;blico para outro Estado; ou, ainda, que um dia se mudem para o exterior.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&amp;Eacute; de se perguntar: N&amp;atilde;o seria razo&amp;aacute;vel que eles pudessem vender esse bem? Necessariamente teriam de alug&amp;aacute;-lo? A copropriedade de um &amp;uacute;nico im&amp;oacute;vel entre dois irm&amp;atilde;os n&amp;atilde;o poderia gerar conflitos de interesse?&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Al&amp;eacute;m do mais, dependendo da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira em que se encontrarem, a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um bem que n&amp;atilde;o podem alienar pode se tornar excessivamente onerosa (gastos com IPTU, condom&amp;iacute;nio, cotas extras, reformas etc).&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
De fato, a preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em garantir o futuro dos familiares &amp;eacute; fundamental; por&amp;eacute;m, a forma mais eficaz de agir em prol do bem-estar de nossos entes &amp;eacute; nos preocuparmos desde j&amp;aacute; com sua educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A hist&amp;oacute;ria bem ilustra que, o que levou ao fim diversas empresas familiares ao redor do mundo, n&amp;atilde;o foi a aus&amp;ecirc;ncia de cl&amp;aacute;usulas r&amp;iacute;gidas na transmiss&amp;atilde;o do comando da empresa, mas sim a falta de prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o e forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos sucessores. N&amp;atilde;o diferentemente, esse fen&amp;ocirc;meno se repete na sucess&amp;atilde;o de bens familiares.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ensin&amp;aacute;-los a guardar dinheiro com regularidade, ainda que pouco; entender a diferen&amp;ccedil;a entre desejo e necessidade; incentivar o interesse por cadernetas de poupan&amp;ccedil;a e outros investimentos, bem como a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em palestras; e esclarecer que um &amp;uacute;nico capital permite v&amp;aacute;rias possibilidades, mas que escolhas precisam ser feitas - todos s&amp;atilde;o h&amp;aacute;bitos extremamente positivos na forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira do indiv&amp;iacute;duo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Luciano Teixeira Pinheiro &amp;eacute; Planejador Financeiro Pessoal e possui a Certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o CFP (Certified Financial Planner) concedida pelo Instituto Brasileiro de Certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Profissionais Financeiros (IBCPF) E-mail: lucianotpinheiro@yahoo.com.br&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
As respostas refletem as opini&amp;otilde;es do autor, e n&amp;atilde;o do jornal Valor Econ&amp;ocirc;mico ou do IBCPF. O jornal e o IBCPF n&amp;atilde;o se responsabilizam pelas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es acima ou por preju&amp;iacute;zos de qualquer natureza em decorr&amp;ecirc;ncia do uso destas informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Perguntas devem ser encaminhadas para: consultoriofinanceiro@ibcpf.org.br&lt;/strong&gt;</description><pubDate>16/04/2012 09:00:00 AM</pubDate></item></channel></rss>